PARTE III
por DietrichPrelúdio à tarde com Faustina
Ela queria usar armadura em seu casamento.
Os conselheiros protestaram freneticamente; até mesmo César enterrou o rosto nas mãos, como se seu nascente império fosse certamente desabar ao vê-lo casar-se com uma mulher de armadura. No final, ele foi, como de costume, derrotado pela indulgência de sua amante: casou-se com sua bárbara rainha completamente armada. E a multidão adorou. Ela era uma companheira digna de um imperador forte, uma cidade conquistadora.
Isso foi antes, numa época anterior a ele começar a mexer no calendário e a refletir sobre seu legado, antes de suas obsessões com as terras distantes da Britânia e da Gália. Agora Xena queria usar um vestido apropriado, porém impressionante, para uma mulher que mal notaria sua presença – muito menos desejaria sua companhia – em meio à multidão enquanto lutava pela vida na arena, aquela gladiadora irritantemente talentosa e incrivelmente enigmática. Entre os dias que se passaram desde que a gladiadora não só a derrotou publicamente, mas também em privado, persiste a incômoda pergunta: por quê. Mil questões reduzidas a uma única palavra que a persegue por dias frenéticos de atividades e noites de insônia embriagada, passadas encarando o gato.
Xena exige silenciosamente a atenção de Faustina, sua “assistente pessoal,” como os romanos mais cultos chamam suas escravas domésticas, escolhida para suas funções porque fala grego – cortesia de um marido trácio já falecido – com um sotaque marcado pela verdade sarcástica dos romanos. A velha ergue uma sobrancelha aprovadora ao olhar para o traje da Imperatriz, mas isso não basta. “Está bom?” Xena exige, passando a mão pelo lado do peplos[1] real de cor violeta. “Bonito, mas não exagerado?”
Apesar dos dentes apodrecidos, Faustina sorri amplamente. “Você sempre sabe o quanto é bonita.”
“Não estou pescando elogios, velha. Está apropriado?” Mesmo após tantos anos, ela sempre duvida no momento em que pisa fora da villa[2] – como está, como reagirão a ela: divertimento, desdém ou condescendência? Medo? O mimo de César para com sua preciosa esposa teve seus contratempos.
“Está lindo. Perfeito para o dia.” Os dedos nodosos da atendente retomam sua costura ágil e, de repente, param. “Você vai sair?”
“Sim. O que significa que você também vai.”
Faustina ergue o olhar, surpresa. “Para onde estamos indo?”
“Circo Máximo. Você vai carregar minha espada novamente.” Xena lança-lhe um olhar irritado. “Não se corte desta vez.”
Faustina está confusa. “Vamos ao Circo Máximo?” ela ecoa.
“Foi o que eu disse.”
“Domina[3], hoje é dia dos gladiadores.”
“Eu sei.”
“Você odeia os gladiadores.”
“Eu sei.”
“Então – por quê?”
“Pare de enrolar e coloque seus melhores trapos.”
Uma epifania cruzou o rosto de Faustina, mas a expressão não foi rápida o suficiente para escapar ao olhar da Imperatriz.
“O quê?” Xena resmungou.
Rapidamente, Faustina assumiu uma expressão pétrea e irrepreensível, previsivelmente copiada de uma estátua de Vesta[4]. Mas o mistério da deusa de bronze copia-se mal em uma carne envelhecida.
“Nada.”
“Faustina, você sabe que gosto de você, mas, se não me contar o que está pensando, vou pendurá-la pelos tornozelos na janela, e você vai perder o controle da bexiga, e seu xixi seguirá uma trajetória muito infeliz para baixo.”
“Animal grego,” Faustina murmurou.
“Você chamava seu marido assim também, querida?”
A escrava podia imaginar piores maneiras de passar sua velhice do que trocando insultos provocativos com a mulher mais poderosa de Roma. Claro, a Imperatriz estava acostumada a conseguir o que queria, e, pensando até onde Xena poderia ir para vencer, Faustina suspirou, derrotada.
“Você quer ver a gladiadora. A Pequena Gladiadora.”
O grupo pessoal de grafiteiros de Xena – um bando de pivetes desbocados, incapazes de se censurarem e felizes em dizer que um muro perto das termas dizia que ela havia feito coisas indecentes com todo o Senado – não havia relatado nenhum rabisco ligando-a à Pequena Gladiadora.
Essa mulher sabe guardar silêncio, Xena pensou. Mas Faustina?
“Você é mais atenta do que eu imaginava,” ela concedeu. “Talvez eu devesse pendurá-la na varanda.”
“Você sabe que eu sempre guardo seus segredos!” protestou Faustina. “Além disso, era óbvio que você não… com ela… naquela ocasião.”
Debaixo do olhar gélido e opressivo de sua patroa, ela continuou, tagarelando sem controle: “Ela saiu dos seus aposentos rapidamente e com uma expressão de confusão. Aqueles que deixam seus aposentos podem ser muitas coisas, mas geralmente confusos não é uma delas. Foi… muito peculiar.”
“Estávamos discutindo os teoremas de Pitágoras.”
“Uma técnica de sedução única, domina.” Faustina olhou com apreço para o vestido da Imperatriz. “Mas talvez uma abordagem mais tradicional funcione.”
“Cale-se, velha.”
***
O trânsito na Via Ápia estava infernal, e Xena chegou atrasada à luta. A multidão admirava abertamente sua agora adorada imperatriz bárbara e aplaudia sua chegada inesperada.
É alguma coisa, ela pensou.
O sol era implacável em sua nuca, mas ela não se importava. Ela estreitou os olhos contra o brilho dourado do anel do circo. Suspirou. Alguém interpretou isso como um protesto contra o calor e segurou uma sombrinha sobre ela.
Nada importava, exceto a mulher na arena – desarmada e tentando fugir da rede que lambia seus pés e pernas como chamas ondulantes. Com um último mergulho desesperado, ela rolou em direção à única arma ao seu alcance. Quando conseguiu pegar a lança, seu corpo torceu-se com elegância, e ela a arremessou com precisão infalível contra seu adversário, que colapsou com a lança tremendo em seu peito. Um círculo negro de sangue lentamente se abriu ao redor da ferida fatal.
A gladiadora permaneceu de joelhos, cabeça inclinada em exaustão impotente, enquanto o clamor ensurdecedor da multidão no Circo Máximo parecia ecoar o grito coletivo de desejo por sangue. Exceto Xena.
A deusa entre eles
“Se puder evitar, nunca demonstre fraqueza. Nunca sangre demais.”
O próprio Iolaus havia dito que era um conselho inútil, porque ninguém pode controlar o sangue.
Ela levantou-se da areia, girando desajeitadamente nos calcanhares, e pressionou as costas da mão contra a boca. “Sem fraqueza.” Quantos anos já se passaram desde que Iolaus morreu? Seu mentor, seu professor, aquele que dizia: “Enquanto eles te subestimarem, você se moverá como uma deusa entre eles.”
Se mover-se como uma deusa incluir mancar de forma lenta e majestosa. O sol estava tão quente que ela podia ouvi-lo, vibrando contra a cartilagem de suas orelhas, chiando ao cauterizar uma ferida aberta no ombro. Suas narinas tremiam com o esforço de manter a compostura, com a tarefa de respirar.
O curandeiro esperava perto do portal, segurando a tigela. Ela focou-se na tigela, imaginando um cálice nas mãos de um sacerdote, ou romãs nas mãos de uma mulher bonita – Por que uma mulher, por que eu pensaria em uma mulher bonita? – ou a água mais fresca e límpida, como os riachos perto de sua casa. A tigela estava vazia. Sua boca, cheia.
Ela tivera um sonho recentemente, perturbador em sua felicidade: caminhava em uma floresta – mais jovem, cabelo mais longo, com uma mulher que se parecia com a Imperatriz, uma mulher que tinha uma risada rica e maravilhosa, que parecia feliz em sua companhia.
Por quê? Por que uma mulher, por que aquela mulher?
Na sombra acolhedora do portal, ainda perseguida por uma legião furiosa de “por quês”, ela cuspiu um jato de sangue fraco e aguado na tigela.
Com ar sacerdotal e portentoso, o curandeiro olhou para a tigela. “Nenhum dente.” Seu olhar desapontado era mais uma acusação austera do que palavras. “Um dente daria boas moedas.” Desde a estreia dela no Circo, ele esperava pacientemente pelo prêmio de um molar. Algo para vender às massas adoradoras, os lucros divididos igualmente entre eles.
Gabrielle esfregou a mandíbula. Sua desgraça era o amuleto de outra pessoa, um talismã de sorte costurado em uma pequena bolsa. Perda transformada em ganho, dor em notoriedade, vida em sonhos. Por uma amarga alquimia, o mundo desperto novamente naquela noite cristalizaria-se na ilusão de um sono fragmentado. Por enquanto, ela fechava os olhos, desejando já estar lá.
Boa moeda
Ninguém no ludus[5] realmente conhecia a mulher; poucos sabiam seu nome. Todos que lutavam contra ela precisavam apenas saber que era alta, esguia, tinha olhos pintados com kohl[6] e era letal – fatos que os oponentes narravam ao eternamente entediado Caronte em seu caminho para a terra dos mortos. Ainda assim, quando desafiada para uma luta pela misteriosa mulher, Gabrielle sabia que não podia recusar sem perder sua honra.
Gabrielle, no entanto, reconsiderou brevemente os valores da covardia quando estava de joelhos, com o braço da mulher enroscado em seu pescoço como um laço serpentino de morte. O menor movimento do braço de sua adversária, o menor reflexo, colocava uma pressão insuportável em sua traqueia. Ela relaxou o corpo na tentativa de escapar do aperto mortal, mas não teve sucesso. Tentou juntar um punhado de areia para jogar no rosto da mulher, mas seus dedos só conseguiam criar redemoinhos e caminhos inúteis na areia, paisagens em miniatura dignas dos melhores engenheiros de Roma. Enquanto o mundo escurecia, um senso aguçado de injustiça tomou conta dela: Isso não é justo –
Antes que o mundo ficasse completamente negro, ela pensou em navios, terras estranhas, criaturas míticas, deuses, batalhas, alguém sempre ao seu lado. Todas as histórias de sua infância se destilaram em um último sonho de morte. Mas ela despertou, não em algum perfeito Elísio, e sim na enfermaria do acampamento, incapaz de falar, o pescoço envolto por um pano embebido em um linimento de cheiro horrível.
O único olho bom de Iolaus, azul brilhante e cheio de travessura, foi a primeira coisa que viu. Esse velho gladiador, agora seu mentor e treinador – seu lanistae[7] – estava sentado na beira do catre, sorrindo. Ele derramou um pouco de água fresca de um odre contra os lábios dela.
“Tenho que lhe agradecer”, ele disse.
Ela tentou falar, mas só conseguiu emitir um grunhido.
“Ah. Neferi disse para não falar. Isso virá em alguns dias. Mas sabe por que estou agradecendo, não sabe?”
Ela estava exausta demais para demonstrar curiosidade.
“Você finalmente me deu um bom motivo para matar aquela vadia da Alti.”
Alti. Por que o nome reverberava dentro dela, ela não sabia.
“Cato me pagou boa moeda para cuidar de você. Mas isso é um sinal favorável dos deuses também, não acha?” Iolaus sorriu de novo. Ela sempre se maravilhava com a facilidade com que ele fazia isso, por que a bondade que ele possuía nunca foi arrancada dele pelos anos de espancamentos e dificuldades. “Eles só concedem boa fortuna àqueles favorecidos e destinados à grandeza, Gabrielle. Quando você é a força motriz por trás de um ato pelo bem maior, isso augura coisas boas para você e para todos conectados a você.”
O “bem maior”? Ela nunca ouvira algo tão ridiculamente ingênuo em sua vida. Essa filosofia estranha, esse otimismo radiante era totalmente contrário ao papel que ela assumira dia após dia excruciante: uma assassina profissional. Permaneceria afeiçoada a Iolaus até o dia de sua morte e eternamente grata por ele lhe ensinar como sobreviver na arena. Mesmo que nunca pudesse decidir conclusivamente se ele era afortunado ou tolo. Ela já tinha dificuldade suficiente em discernir as verdades de sua própria vida.
O mestre dos cavalos
Marco Antônio se recosta com uma graça ensaiada sobre um amontoado de almofadas e observa com um olhar crítico e lânguido uma tigela de figos. Finalmente, para alívio do atendente nervoso, escolhe um. Mesmo assim, girando dentro do eixo de seu aperto, o fruto passa por mais um exame mercurial antes de ser levado à boca.
Ele raramente é tão criterioso com mulheres, pensa Xena. De fato, ao entrar na villa mais cedo, ele jogou descuidadamente sua capa nos braços de Faustina e lançou à velha mulher um olhar ardente que garantirá sonhos extasiados por noites a fio. A Imperatriz é a exceção, é claro. Suas lealdades mútuas a César mantêm esses desejos egoístas sob controle, belamente sublimados em fofocas sexuais que eram – com base nas descrições bastante gráficas de Antônio sobre suas conquistas – sem dúvida mais gratificantes do que o próprio ato seria.
Suas investigações lascivas, brevemente interrompidas por um escravo, agora continuam: “E Marcela?”
Irritada por mais um pergaminho inútil de Alexandria sobre um atraso no envio de grãos, Xena levanta os olhos, franzindo a testa. “Quem?”
“A esposa de Agripa.”
“Ah. Ela faz uma careta horrível quando chega ao clímax.”
“Pelo menos você a levou até lá.”
“Sim, mas ela quase quebrou meu pulso.”
“Melhor seu pulso do que meu pau.”
Apesar de si mesma, ela ri. O escravo traz mais figos. Ela relê o pergaminho de Alexandria novamente, imaginando maneiras vívidas de torturar seus governantes inúteis e efeminados. Antônio murmura algo sobre o vinho ter gosto de cuspe de pastor enquanto suas narinas se alargam. “Nada novo a relatar?”
“Os Ptolomeus são um bando de covardes histéricos, e se eu pudesse, mataria todos.”
“Mesmo sendo de ascendência grega?”
“Sangue não é garantia de bom caráter.”
“Por Zeus, Xena, você é mais perspicaz do que Marcial depois de um barril de vinho.” Ele olha melancolicamente para sua taça agora vazia.
“Não vou lhe dar outra gota para beber. Agora me diga: você veio da Bitínia só para relembrar suas velhas conquistas comigo?”
“Você não está nem um pouco curiosa sobre o levante na Bitínia?”
“Nem um pouco. Se você não tivesse sido bem-sucedido em derrotá-los, não estaria aqui agora, magister equitum.” Ela usa seu título de forma zombeteira: Mestre dos Cavalos – o tenente de César, sua mão direita. Sua presença na cidade significa que seu poder agora eclipsa o dela. Só a incomoda quando ela se permite pensar nisso.
“Seu latim está cada vez melhor.” Antônio pega uma mensagem escondida em sua greva[8] e a joga no colo de Xena. O olho flamejante do selo rompido de César encara-a. O pergaminho revela o traço distintivo, a espessura audaciosa da mão de seu marido e seu habitual tom sarcástico: Pare de brincar na Bitínia, mate todos se for preciso e volte a Roma. A hora chegou para o próximo movimento. Aguarde minhas ordens.
A nota escorrega por entre seus dedos curiosos, e uma segunda onda de porquês – uma distração bem-vinda de sua obsessão ociosa com a gladiadora – a assola novamente. Junto com quem, o quê e onde.
Antônio dá de ombros elaboradamente. “Não é minha culpa que seu marido me escreva com mais frequência do que a você.”
“O próximo movimento? Que Hades ele quer dizer com isso?” Você governará Roma comigo, ele havia dito na noite em que retornou para ela, enquanto seu navio inclinava-se com uma sedutora precariedade. Há muito ela dominara a arte de equilibrar-se no mar, mas lá estava ele novamente, como prometido – uma estrela errante, brilhante e desconhecida, a partir da qual ela poderia navegar um curso emocionantemente novo. Não era o caminho para o poder que ela jamais imaginara; estava muito desiludida e disciplinada para imaginar que algo na vida viria a ela com facilidade. Mas Roma, a seus pés? Agora seria ela a maior tola por aceitar, em vez de rejeitar, esse fardo problemático?
Antônio se levanta para se retirar enquanto Faustina entra apressada com sua capa.
“Seu palpite é tão bom quanto o meu. Mas suspeito que se trate do eterno espinho em nosso lado: o Egito.”
“E ainda assim, ele não me diz nada sobre isso.” Foi para isso que você abriu mão de sua liberdade?
“Você governa a cidade,” Antônio responde simplesmente. “Precisa se preocupar também com a conquista?”
“Ele se preocupa.”
“Ele é César.”
A velha escrava acomoda a capa em seus ombros largos; ele se vira com um floreio, quase derrubando Xena com a capa, enquanto suas juntas roçam o queixo flácido de Faustina.
“Faustina, minha querida, se você fosse vinte anos mais jovem…”
“Tente trinta,” corrige Xena, enquanto a atendente lhe lança um olhar falso de reprovação.
“… ignore a Imperatriz, minha querida. Claramente ela não é atendida há muito tempo. Mas, como eu dizia, se você fosse mais jovem, eu lhe daria uma noite para lembrar.”
Normalmente, a velha mulher sabia rebater com os melhores, mas agora ela apenas boquiabre, silenciosa e indefesa como uma estátua.
Isso impressiona Xena.
“Pelos deuses, Antônio. Você deixou a velha sem palavras.”
Enquanto Faustina cambaleia em um torpor sexual, Xena admite para si mesma que já faz tempo demais. Quão fácil seria convidar Antônio para a cama? Que consequências haveria, se claramente não significaria nada para eles? Mas então, esse era o problema – ela realmente não sabia o que importava para ele. A longa, baixa luz das tochas na parede enobrece sua beleza escura, suaviza os picos agudos de suas sobrancelhas, suas maçãs do rosto. Seus olhos brilham com um calor inexistente, seus lábios amadurecem com a pulsação de sombras subjacentes. Se ao menos, ela pensa, o mundo inteiro pudesse ser visto no teatro da vulnerável escuridão, iluminado apenas por tochas e velas – que bela ilusão, que mundo de insignificância.
A gladiadora, no entanto, não precisava de tal truque da luz do fogo.
Se Antônio percebeu seu momento de fraqueza, ele deixou passar. Perdendo o jeito, Antônio. Ou talvez eu seja valiosa demais para você de alguma forma?
“Se eu ouvir algo mais dele, você saberá, é claro. E…” Ele sorri, mas desta vez a arte da chama não consegue remover ou transformar a fria segurança do predador, mal perceptível no movimento de sua boca. “Espero o mesmo de você.”
Ela ecoa tanto as palavras quanto o sorriso. “É claro.”
Ele acena para a nota de César, abandonada entre seus outros pergaminhos. É um cálculo admirável, deixá-la com ela.
“Devemos estar preparados para o que vem a seguir.”
“O que seria?”
Antônio ri. “Você realmente acha que eu sei mais do que você neste ponto? Isso não teria graça nenhuma.”
Elegante como sempre, ele agita a capa em despedida, e ela fica sozinha com a luz do fogo e as perguntas que fornecerão lenha suficiente para uma noite inquieta.
[1] Nota da revisora: Peplos é o nome de uma túnica feminina da Grécia Antiga, usada antes do ano 500 a.C. A palavra peplos vem do grego clássico πέπλος. O peplos era uma grande peça retangular de material, dobrada verticalmente e pendurada nos ombros. Era preso ao ombro por uma fivela e não tinha mangas. Texto gerado por IA.
[2] NR: Vila (em latim: villa; pl. villae), na Roma Antiga, era originalmente uma moradia rural (casa de campo) cujas edificações formavam o centro de uma propriedade agrícola. Portanto, era uma residência de campo de um patrício, ou de um plebeu de grandes posses, ou de uma família campestre romana, onde normalmente se centravam as explorações agrárias de maior vulto, embora haja casos de algumas dessas propriedades que não tinham exploração agrícola associada. Fonte: Wikipedia.
[3] NR: feminino de Dominus. Dominus era um título usado para tratar pessoas de alto escalão, como nobres e dignitários da Igreja.
[4] NR: Vesta é o nome de uma deusa romana. Vesta era a deusa do fogo sagrado, da cidade e da lareira doméstica. Era também a deusa dos laços familiares e a protetora do lar.
[5] NR: Refere-se tanto aos jogos públicos como era o nome dado às escolas de gladiadores.
[6] NR: Kohl é um cosmético para os olhos, normalmente usado como delineador.
[7] NR: Na Roma Antiga, o lanista era um ex-gladiador que comprava, treinava e fornecia gladiadores para espetáculos públicos.
[8] NR: Greva é um componente das armaduras antigas, que se utilizava como proteção para as canelas e topo do joelho.