Fanfics sobre Xena a Princesa Guerreira

    De volta no limiar do sonho, alguns momentos antes, Gabrielle acabara de adormecer reclinada sob Xena, o silêncio ao redor somente era quebrado pelo som do ronco leve da barda, e o barulho da vegetação da floresta ao redor da clareira, grilos, e a água do rio correndo sem pressa.

    Entretanto gradualmente, Xena começa a sentir o peso de Gabrielle desvanecendo sob ela. Por um breve instante, o rosto dela demonstra susto, confusão e receio, desguardados, porém que no respiro seguinte mudam para uma expressão de dor, de partida.

    Ela permanece em silêncio, porém o impulso dela a toma por completo e ela tenta abraçar Gabrielle, as mãos atravessam a silhueta fantasmagórica da barda antes dela desaparecer por completo, silenciosamente.

    Xena permanece parada, quase congelada e tensa por outro respiro, até mesmo o rio, a vegeração parecem ter ficado mais silenciosos.

    A mandíbula dela trava, o olhar estreita reconhecendo o peso que está a se formar ao derredor dela, a expressão começa a mudar para foco, e então enfastiamento.

    Xena: “Ares” que ressoa como um sussurro.

    Logo atrás dela, apoiado de lado numa das árvores, ares se materializa a partir de um ponto luminoso, de braços e pernas cruzadas, com o olhar misturando aquela típica malícia com interesse, levemente entretida com curiosidade, que se reflete no tom quase melódico da voz dele, que vem baixa, demasiadamente calma, medindo e avaliando não só a situação, como o ambiente, e as intenções não ditas.

    Ares: “Ora, ora, ora… Xena, quem diria.” pausa “Já faz um tempo… um bom tempo”

    uma pausa, e ele inclina o rosto, já antecipando o próximo movimento dela, que se levanta para o encarar a distancia.

    Ela então para, cruza os braços, o encarando, porém não diz nada.

    Ares nota essa olhada, e percebe que Xena está o avaliando também.

    Xena: “Como me encontrou?”

    Ares se desencosta do tronco, contendo um sorriso, e começa a andar na direção dela.

    Ares: “O que você sente, eu sinto” citando os termos do contrato nupcial.

    Xena permanece o encarando, uma sobrancelha levanta de curiosidade, não confirmando se ela sabe, ou não sabe do que se trata, de propósito para ver até onde ele vai com isso.

    Ares continua então.

    Ares: “Sabe, ficou bem difícil de ignorar as preces que sua namoradinha ficou fazendo direcionadas para você, e só segui os sussurros como uma trilha no meio da neve…”

    Ele continua a se aproximar, e xena permanece em silêncio avaliando a postura imponente que ares tenta manter vestida.

    Xena: “E?” ela solta isso num sussurro enquanto ajusta o peso dela sob uma das pernas, braços se cruzando já demonstrando leve impaciencia. Ares percebe isso e esboça um leve sorriso prazeroso.

    Ares: “E?” ele para, sobrancelhas levantando levemente com ironia fingida, e ele suspira. “Não resisti a tentação de ver com meus próprios olhos…” ele volta a andar, o olhar mais focado, o tom mais profundo.

    Ares: “Tenho de admitir, convocar Morfeus, como forma de escapar do elo com as quarenta mil almas lá em jappa, e fugir do dominio de… Hachiman?” o nome do deus da guerra jappa na boca de ares sai com um tom leve de desprezo e indiferença.

    Ele acena concordando “Bela estratégia, porém, me pergunto” agora estando a um passo de distância dela, e começando a andar ao redor dela.

    Xena permanece parada, olhando para frente, olhar firme e mais focado que nunca.

    Ares: “Qual o preço por esse favor, o que Morfeus cobrou de você, para ter te permitido vir para os sonhos da Gabrielle?” ele continua andando.

    Xena, em um tom mais sussurrado, diz de modo conciso “Nenhum, cobrei um favor que ele me devia”

    Ares para, logo atras dela, pego de surpreso, o maxilar dele tensiona, a expressão de humor desdenhoso racha, dando espaço para leve preocupação.

    “Então o escalão subiu…” Ares sussurra, olhando para ela, sem ele notar, estando atrás dela, ela ergue a sobrancelha, claramente satisfeita por ter quebrado o humor dele.

    “Mundo dele, termos dele, Ares…” ela sussurra, olhando para o lado, pelo ombro, sem virar muito o rosto.

    Ares suspira, mãos descem para se apoiar na cintura dele mesmo, “E quais foram os termos que ele… sugeriu?”.

    Xena quase curva o canto da boca num sorriso, sentindo, sem ver, que a arrogância e o ego de Ares o faz impedir de admitir a soberania completa de morfeus, de que ele está no reino de morfeus e que quer queira, quer não, ele tem de seguir as regras do irmão.

    E ela não fala ainda, só vira o rosto, usando aquele olhar de canto de olho afiado, medindo e provocando, o tom de voz dela desce um oitavo e sussurrado.

    “Aqueles termos, Ares… sabe do que estou falando…” ela oferece isso como se fosse um favor.

    E ares percebe, ficando em silêncio.

    Então ele olha para o lado, na direção de algumas arvores, um olhar levemente irritado e sussurra “A platéia está aumentando pelo visto, não é mesmo, Morfeus?”

    E de trás de duas árvores, uma sombra aparece, clareando, como se fosse uma nuvem, pendendo para o roxo e azul até Morfeus se materializar, braços cruzados e um sorriso antigo, sonolento aparecendo nele.

    Morfeus “Correção, árbitro” enquanto levanta o indicador para enfatizar de maneira comica a correção.

    Ares suspira pelo nariz, e olha para as costas de Xena, impaciente.

    Antes que ele pudesse falar, Morfeus anda alguns passos, e olha para os dois, Xena vira o olhar para Morfeus e dá um aceno de cabeça em respeito, porém dá espaço para ele falar.

    Morfeus “Os termos são os seguintes…” ele suspira, avalia ares, depois xena, inclina a cabeça um centimetro para cima. “Um duelo, na passagem dos sonhos de Gabrielle, se Xena vencer, ela permanece no mundo dos sonhos de Gabrielle.”

    ele pausa, já antecipando a impaciência de Ares, e antecipa também a resposta.

    Morfeus “Você ares, escolhe o modo como ela permanecerá, porém Xena decide o que acontecerá, se as condições forem cumpridas, por ela, por gabrielle…”

    Xena estreita as costas, e respira fundo, acena concordando, e olha para Ares aguardando.

    Ares, por sua vez, pensa, curioso, vendo ao mesmo tempo um teste, e entretenimento juntos, porém avaliando o potencial disso, os olhos estreitando, e acena concordando.

    Ares: “Tudo bem, a alma dela então pode permanecer fragmentada em entidades, cada uma sendo uma única emoção ou sentimento que ela sempre escondeu, vivendo as próprias memórias na passagem dos sonhos.”

    E então Xena concluí com o objetivo.

    Xena: “Se Gabrielle conseguir unir todas as minhas partes, ares me tras de volta a vida, como ele me ofereceu no passado para reviver aquiles, e agamenon.”

    Ares quase congela nessa hora se estreitando, ele inclina a cabeça claramente surpreso com a esperteza de Xena, mas quem fala agora é Morfeus.

    Morfeus “E para ficar justo, você, Xena, não se lembrará dessas condições, nem mesmo do objetivo, Gabrielle deverá descobrir por conta própria, e mesmo se ela conseguir unir cada fragmento, e por alguma razão, tu se lembrares dessa conversa, se revelares, o trato estará quebrado, entregarei-te para Ares, e Gabrielle, te acompanhará.”

    Xena permanece olhando para Morfeus sem piscar, hiper-focada, porém o peso dos termos desce sob os ombros dela. Os olhos se fecham, e ela solta um suspiro, sentindo que isso é um caminho sem volta, sem chance para erros, só então ela ergue o rosto, ainda absorvendo e acena concordando, o tom de voz é mais firme, porém sussurrado “Temos um trato” e se vira para ares, sem falar nada, mas encarando.

    Ares concorda “Trato…” e Morfeus acena aprovando.

    enquanto ele acena, o mundo ao redor se transforma, daquela paisagem calma, serena, vívida, para uma outra clareira, rodeada por arvores sem galho, chão de terra batido, de um lado argo aguarda celado, do outro, um cavalo escuro, imponente, aguardando por Ares.

    Ambos se entreolham, Morfeus no centro da clareira, e ele ergue os braços enquanto fala em alto e bom tom “Que o duelo comece!”

    Ares olha para Morfeus com uma expressão de raiva concentrada, e ele pula dando um mortal para trás, caindo sentado direto na cela do cavalo dele.

    Xena faz o mesmo em Argo, um em cada canto da clareira, ambos desembanham as espadas, esperando quem dará o primeiro movimento.

    Em paralelo, um barulho de fundo começa, passos, dezenas, se aproximando, em marcha, um exército começa a cruzar da borda oeste para a leste da clareira, os uniformes e estandartes familiares, muito familiares, carregando o brasão de Xena, e a versão warlord dela liderando o pelotão de frente na antiga armadura de ouro que ela vestia antes de ter conhecido hércules, andando em direção a uma vila próxima.

    Ares inclina o rosto, esboçando um sorriso surpreso por ver aquela cena e comenta “Foi nessa noite que você me chamou a atenção… Quem diria…” ele susprira enquanto encara essa versão de xena na marcha e ri leve “Ah que boas lembranças…” ele exaspera.

    Xena permanece em silêncio enquanto acompanha a antiga warlord, não comentando nada de início, o que chama a atenção de ares, pois geralmente esse era o momento que ela imendaria um trocadilho ousado em pré combate.

    E então ele nota, ela está hiper-focada na visão, e ao mesmo tempo nele.

    Ambos aguardam o pelotão passar, e assim que desaparecem floresta adentro, Xena troca a espada de mão, empunha o chakram, e o lança.

    Ao mesmo tempo, da floresta ecoa os sons da batalha começando próxima, os brados de carga, o som das botas tremendo o chão na corrida em direção ao vilarejo, e os primeiros estampidos de espadas começando a ecoar.

    O chakram assovia pelo ar, em direção a Ares, que levanta a espada, e desvia o chakram com a lâmina, e este, ricocheteia em direção ao sul, desaparecendo acima das arvores, indo em direção a um penhasco alto no horizonte.

    Nesse instante, Xena vira a espada na mão num arco seco.” Medindo a impaciência de Ares, se ele vai avançar primeiro ou reagir

    Ares demonstra uma leve irritação ao sentir-se avaliado, isso claramente o incomoda, pois ele percebe que ela não só está o avaliando, mas vendo, estudando.

    Xena, por sua vez, não hesita, ela se aproveita desse desconforto que o olhar dela gerou, e inicia a carga em direção a ares, pronta para o embate, antevendo golpes e defesas secos, duros, e decisivos.

    Ares percebe e corresponde avançando gruninhdo entre os dentes cerrados, e Xena, já entoando o grito de guerra dela, que de tão alto ecoa ao redor da clareira e além.

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